Analista de sistemas (PT)

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Analista de Sistemas — em sentido amplo — é um especialista na solução de problemas organizacionais e técnicos complexos, de natureza interdisciplinar, que utiliza os princípios da teoria geral dos sistemas e os métodos da análise de sistemas.[1]

Na área de tecnologias da informação, o termo "analista de sistemas" designa um profissional que analisa as necessidades dos usuários e determina como elas podem ser atendidas por meio de sistemas de informação. A principal tarefa de um analista de sistemas é desenvolver soluções organizacionais e técnicas e formalizá-las na forma de especificações técnicas para a criação de sistemas ou software.

Na área de tecnologias da informação

Analista de Sistemas é um especialista na área de tecnologias da informação (TI) que se dedica à análise, projeto e implementação de sistemas de informação. Os analistas de sistemas avaliam a adequação dos sistemas de informação do ponto de vista do alcance dos resultados pretendidos e interagem com os usuários finais, fornecedores de software e programadores para alcançar esses resultados.

Funções e tarefas principais

As principais funções e tarefas de um analista de sistemas incluem:

  • Levantamento e análise de requisitos. O especialista realiza entrevistas com o cliente para выяснить qual problema de negócio precisa ser resolvido e qual resultado é esperado do sistema.
  • Elaboração de especificações técnicas. Com base nos requisitos levantados, o analista formula uma especificação técnica (ET) para a equipe de desenvolvimento, na forma de especificações detalhadas do futuro sistema.
  • Controle da implementação dos requisitos. Durante o desenvolvimento, o analista de sistemas interage com programadores e testadores, os aconselha sobre questões controversas и verifica se a funcionalidade implementada corresponde à ET aprovada.
  • Apresentação da solução. O analista demonstra o produto final ao cliente, alinha o trabalho realizado e, se necessário, repassa à equipe de desenvolvimento uma lista de ajustes ou alterações.
  • Implantação e suporte. O especialista acompanha a implantação do novo sistema: organiza o treinamento dos usuários, responde às suas perguntas e garante o suporte ao produto na fase inicial de operação.
  • Otimização de sistemas existentes. Caso seja necessário melhorar um software já em funcionamento, o analista de sistemas, de forma análoga, levanta os requisitos para novas funcionalidades, formaliza uma ET atualizada e controla a implementação das mudanças em conjunto com a equipe de desenvolvimento.

Papel no processo de desenvolvimento de sistemas de informação

O analista de sistemas desempenha um papel fundamental em todas as etapas da criação de software. Na fase inicial, ele estuda os processos e necessidades atuais da organização, levanta os requisitos dos clientes e usuários, formula as tarefas para os desenvolvedores e arquitetos e, com base nisso, elabora a documentação do projeto – especificações técnicas, modelos e diagramas, que se tornam o "roteiro" para o desenvolvimento do sistema. Esse trabalho analítico preliminar permite definir a arquitetura e a funcionalidade do futuro sistema de informação antes mesmo do início da codificação.

Durante o desenvolvimento propriamente dito, o analista de sistemas continua a participar do projeto, atuando como um elo de ligação entre o negócio e a equipe técnica. Ele interage de perto com programadores, testadores e arquitetos de sistemas, esclarecendo requisitos e ajudando a resolver questões que surgem. Além disso, o analista frequentemente participa dos testes de aceitação, verificando se o produto resultante corresponde aos requisitos declarados inicialmente. Ao desempenhar a função de tradutor da linguagem de negócios para a linguagem da tecnologia, o analista de sistemas garante, em grande parte, a implementação bem-sucedida do projeto em total conformidade com as expectativas do cliente.

Diferenças em relação a outras funções

Analista de Sistemas e Analista de Negócios

Apesar da semelhança nos nomes, o analista de negócios (BA, do inglês Business Analyst) e o analista de sistemas (AS) desempenham funções diferentes. O analista de negócios concentra-se na modelagem e melhoria dos processos de negócio da empresa (não necessariamente relacionados a software) e define o que deve ser feito para resolver um problema de negócio. Já o analista de sistemas foca nas soluções de TI e descreve como isso deve ser implementado do ponto de vista técnico. O BA geralmente está profundamente imerso na área de negócio e precisa entender os processos da organização, enquanto o AS é considerado um especialista em TI e pode não ser um expert em um setor específicopracticum.yandex.com. Além disso, o analista de negócios interage mais frequentemente com os stakeholders de negócio, enquanto o analista de sistemas interage com a equipe de projeto de TIpracticum.yandex.com. Simplificando, o analista de negócios formula o que fazer, e o analista de sistemas determina como fazer dentro de um sistema de informação.

Analista de Sistemas e Programador

O papel do analista de sistemas é diferente do papel do programador. O programador escreve o código diretamente e cria o produto de software, enquanto o analista de sistemas, como regra, não escreve código. Sua tarefa é formular os requisitos e determinar o que exatamente deve ser implementado no software para resolver o problema proposto. Se o programador é responsável pela implementação técnica, o analista cuida da análise e do projeto preliminares: ele levanta os requisitos e as restrições e elabora a especificação técnica, graças à qual os desenvolvedores entendem claramente o que precisa ser programado.

Analista de Sistemas e Arquiteto

O arquiteto de TI (arquiteto de soluções) é responsável pelo projeto técnico de alto nível do sistema e pela escolha da arquitetura ideal. O analista de sistemas, por sua vez, está focado em alinhar os requisitos e os fluxos de informação entre os componentes do futuro sistema. Na prática, observa-se que o analista de sistemas projeta o processo de tratamento da informação no nível de vários sistemas que interagem (determinando como os sistemas trocarão dados e as cargas dessas interações), enquanto o arquiteto desenvolve a solução dentro de um único sistema em um nível técnico mais profundo. Em outras palavras, o arquiteto trabalha no último nível de abstração antes da codificação direta, definindo os componentes estruturais e as tecnologias de implementação, enquanto o analista forma uma visão completa do sistema e garante que a solução técnica atenda aos requisitos de negócio.

Habilidades profissionais

  • Compreensão de sistemas de informação. O conhecimento dos princípios básicos da arquitetura de SI (modelos cliente-servidor, arquitetura de microsserviços e em nuvem) permite ao analista desenvolver soluções e requisitos técnicos competentes.
  • Análise de dados. Habilidades para trabalhar com dados e ferramentas de processamento (por exemplo, planilhas eletrônicas, sistemas de BI como Tableau ou Power BI) são necessárias para analisar grandes volumes de informação e identificar padrões.
  • Conhecimentos básicos de programação. A compreensão dos princípios de funcionamento de linguagens de programação (como SQL, Python ou Java) ajuda o analista de sistemas a encontrar uma linguagem comum com os desenvolvedores e a entender a documentação técnica e o código-fonte, se necessário.
  • Conhecimento dos fundamentos de UX/UI. Noções básicas sobre o design de interfaces de usuário são necessárias para que o analista, ao formular os requisitos, leve em consideração a experiência dos usuários finais e crie sistemas fáceis de usar.
  • Fundamentos de segurança da informação. A compreensão dos princípios de segurança da informação ajuda a projetar sistemas seguros e a considerar os requisitos de segurança no desenvolvimento de soluções.
  • Domínio de ferramentas de modelagem: BPMN, UML, etc.
  • Proficiência em idiomas estrangeiros. O conhecimento do inglês é uma vantagem significativa para um analista de sistemas, pois a maior parte da literatura profissional e da documentação está disponível em inglês; além disso, é importante para a interação com clientes e equipes estrangeiras.
  • Pensamento sistêmico. A capacidade de pensar de forma sistêmica e ver o quadro geral ajuda o analista a analisar problemas profundamente e a encontrar interconexões entre os diferentes elementos do sistema.
  • Habilidades de comunicação. O analista de sistemas precisa se comunicar com uma variedade de participantes do projeto – de clientes e gerentes a programadores e testadores. É importante saber construir uma comunicação eficaz com cada um e explicar aspectos técnicos em uma linguagem compreensível para o interlocutor.

História e desenvolvimento da profissão

A profissão de analista de sistemas se consolidou há relativamente pouco tempo – em meados do século XX, com o desenvolvimento da tecnologia da computação e da abordagem sistêmica na engenharia. O surgimento de máquinas de computação eletrônica e o crescimento dos volumes de dados processados criaram a necessidade de especialistas que se dedicassem à coleta e análise de grandes massas de informação para seu posterior processamento e tomada de decisões. Já na década de 1960, com o início da era dos sistemas de informação gerencial (MIS), as funções de análise de sistemas começaram a se destacar como uma área separada: nas corporações, os departamentos responsáveis por sistemas e procedimentos foram fundidos com os departamentos de tecnologia de computação eletrônica, lançando as bases para um novo papel profissional. Este foi um marco importante na história do desenvolvimento de sistemas: os engenheiros de sistemas tiveram que aprofundar seus conhecimentos em tecnologias de computador, e os programadores tiveram que entender os processos de negócio, o que gradualmente levou à formação do papel distinto do analista de sistemas.

A profissão se firmou definitivamente na virada dos séculos XX e XXI, quando os métodos de análise de sistemas e desenvolvimento de software se tornaram amplamente aplicados em todos os lugares. Nas classificações oficiais de profissões de vários países, o cargo de analista de sistemas apareceu apenas nos anos 2000. Por exemplo, na República da Bielorrússia, a categoria "Analista de Sistemas" foi adicionada ao registro em 2010, e na Rússia, um cargo semelhante em essência, "analista de software", recebeu status oficial por volta de 2012. Hoje, os analistas de sistemas fazem parte de quase todas as grandes equipes de TI. À medida que os projetos de software se tornam mais complexos, a importância de analistas competentes só aumenta – segundo dados, a popularidade desta profissão em todo o mundo não diminuiu com o passar dos anos.

A profissão de analista de sistemas e a formação acadêmica

Analista de Sistemas em TI — um especialista responsável pelo pensamento sistêmico no projeto e desenvolvimento de sistemas de informação: formação e validação de requisitos, modelagem (UML/BPMN), alinhamento de decisões arquitetônicas e garantia de integração. O papel e os requisitos de qualificação na Federação Russa são estabelecidos em um padrão profissional e no Padrão Educacional Federal de Ensino Superior (FGOS).

Objetivo principal do tipo de atividade profissional: Garantir a conformidade do serviço de TI, sistema automatizado, sistema de informação automatizado, sistema de gestão automatizado, produto de software ou de informação (doravante - Sistema) com o ambiente, requisitos e restrições iniciais, objetivos de automação e atividade automatizada, através do desenvolvimento e entrega de soluções de projeto de qualidade e interligadas às partes interessadas no lançamento e coordenação dos trabalhos de executores individuais ao longo de todo o ciclo de vida do Sistema (de acordo com o padrão profissional).[2]

Base normativa (FR)

Instituições de ensino

Cursos de aperfeiçoamento profissional (educação profissional complementar em universidades)

Notas